segunda-feira, agosto 20, 2007

Dublin - pequena, amorosa e vibrante

Grafton Street


Ao contrário de Lisboa, diminuída e envelhecida na sua população, Dublin é uma cidade que transborda juventude e encontra-se em expansão. É pequena e não tem sequer metropolitano, o que permitiu que pudéssemos andar muito a pé. As artérias principais, O'Connell Street e Grafton Street (onde há actuações de rua quando o tempo assim o permite) estão sempre cheias de gente frenética, bem como a parte sul do rio Liffey, que divide a cidade e que é o seu verdadeiro centro. Adoro a mistura harmoniosa de cores dos edifícios e das lojas. As portas das casas também têm cada uma a sua cor, conta-se que é assim porque antigamente os homens entravam na casa errada e deitavam-se ao lado de uma mulher que não a sua, quando vinham do pub já bem regados. Os pubs e os cafés estão sempre cheios - SEMPRE. Quem vai a Dublin e se pergunta como é possível existirem tantos pubs (em cada rua existem pelo menos dois) sem que vão à falência, percebe logo: os irlandeses vivem literalmente para os pubs e para o craic (sinónimo para "passar um bom tempo"). E muitos começam a beber às 11 da manhã. Fiquei no entanto com a ideia que eles são malucos mas pacíficos. Houve até alguém que gozou comigo o tempo todo por eu ter acreditar piamente que Dublin é uma cidade sem crime.

Suffolk Street
Houve uma rua que ficou imeditamente baptizada como "a minha favorita" em Dublin: Suffolk Street, onde está a St. Andrew's Church. Achei maravilhosa a forma como as inúmeras igrejas e catedrais da cidade, sobretudo as medievais (Patrick's, Christ's Church, St. Andrew's) parecem ter sido feitas exactamente à medida da cidade dos dias de hoje. Foi aqui que apanhámos o nosso autocarro da viagem às montanhas de Wicklow. E aqui percebi também um pouco o porquê do milagre económico irlandês - eles aproveitam como ninguém o turismo. Só nesse dia, cinco companhias privadas diferentes apanhavam ali turistas para o mesmo destino.



Trinity College Dublin - biblioteca antiga

Ao entrar em Trinity pensei: porque é que eu não pude tirar o meu curso numa relíquia histórica destas? Não, a minha faculdade antiga, na Avenida de Berna em Lisboa, é um antigo quartel com prédios feios e onde se passeiam galos naquilo a que chamam esplanada exterior. E outras coisas inenarráveis.
Em Trinity, encontra-se ainda guardado o Book of Kells, manuscripto magistralmente ilustrado por monges celtas.

verde e laranja



Sempre adorei a bandeira da República da Irlanda. Significa a paz (o branco) entre os católicos (o verde) e os protestantes (o laranja). Mas parece-me que há mais por detrás do simbolismo destas cores. Se vir uma pessoa ruiva de olhos verdes, é muito provável que esta seja descendente de irlandeses. Na ilha, há cerca de cinco milhões. Nos Estados Unidos, são 40 milhões.

Erin go bragh

Na Irlanda, vive um povo extremamente orgulhoso da sua história, da sua gente, das suas tradições, que cuida bem das suas cidades, dos seus campos, dos seus jardins, dos seus escritores e músicos, dos nomes das suas famílias (os pubs e lojas são maioritariamente nomeados assim: Clancy’s, Murphy’s, Flanagan's, Casey’s, Carroll’s, Gallagher’s), que tem um gosto genuíno pela vida e por fazer os outros sentirem-se em casa. Os seus símbolos, o trevo, a harpa, a cruz celta, a Guinness, são representados até à exaustão em cada cidade, rua e casa. A ilha verde, com as suas heranças sobrepostas e riquezas históricas e míticas - a celta medieval, a dos castelos senhoriais, a católica, a das lendas e dos duendes – é um regalo para o olho. Os irlandeses cuidam do que é seu, isso é bonito e é um exemplo para todos. E só é pena que a ilha não tenha sido abençoada com um clima mais convidativo - choveu durante toda a nossa estadia, em pleno mês de Agosto. Este verão foi baptizado como "miserable", mas os irlandeses parecem estar habituados a isto, tanto que um ponta de sol a espreitar entre as nuvens dava azo a expressões como "it's a lovely day".

E há coisas inestimáveis, as quais só nos damos conta quando saímos de Portugal: é tão bom poder andar em ruas onde não exista cocó de cão no chão.


Fotos: Kilkenny, Co. Kilkenny, a "mais bonita cidade interior da Irlanda" - so we were told. A cidade tem um belíssimo castelo, propriedade antiga dos Butler, que dominaram a cidade durante 500 anos. A rodear o castelo, existem jardins extensos de perder de vista. Coisas destas existem por toda a Irlanda.











domingo, agosto 12, 2007

terça-feira, julho 31, 2007

if men could menstruate














What would happen if suddenly, magically, men could menstruate and women could not?

Clearly, menstruation would become an enviable, boast-worthy, masculine event: men would brag about how long and how much.

Young boys would talk about it as the envied beginning of manhood. Gifts, religious ceremonies, family dinners, and stag parties would mark the day. To prevent monthly work loss among the powerful, Congress would fund a National Institute of Dysmenorrhea. Doctors would research little about heart attacks, from which men were hormonally protected, but everything about cramps. Sanitary supplies would be federally funded and free.

Of course, some men would still pay for the prestige of such commercial brands as Paul Newman Tampons, Muhammad All's Rope-a-Dope Pads, John Wayne Maxi Pads, and Joe Namath Jock Shields—"For Those Light Bachelor Days." Statistical surveys would show that men did better in sports and won more Olympic medals during their periods.

Generals, right-wing politicians, and religious fundamentalists would cite menstruation ("men-struation") as proof that only men could serve God and country in combat ("You have to give blood to take blood"), occupy high political office ("Can women be properly fierce without a monthly cycle governed by the planet Mars?"), be priests, ministers, God Himself ("He gave this blood for our sins"), or rabbis ("Without a monthly purge of impurities, women are unclean").

Male liberals or radicals, however, would insist that women are equal, just different; and that any woman could join their ranks if only she were willing to recognize the primacy of menstrual rights ("Everything else is a single issue") or self-inflict a major wound every month ("You must give blood for the revolution").

Street guys would invent slang ("He's a three-pad man") and "give fives" on the corner with some exchange like, "Man, you lookin' good!", "Yeah, man, I'm on the rag!"TV shows would treat the subject openly. (Happy Days: Richie and Potsie try to convince Fonzie that he is still "The Fonz", though he has missed two periods in a row. Hill Street Blues: The whole precinct hits the same cycle.) So would newspapers. (SUMMER SHARK SCARE THREATENS MENSTRUATING MEN. JUDGE CITES MONTHLIES IN PARDONING RAPIST.)

Men would convince women that sex was more pleasurable at "that time of the month." Lesbians would be said to fear blood and therefore life itself, though all they needed was a good menstruating man. Medical schools would limit women's entry ("they might faint at the sight of blood"). Of course, intellectuals would offer the most moral and logical arguments. Without that biological gift for measuring the cycles of the moon and planets, how could a woman master any discipline that demanded a sense of time, space, mathematics—or the ability to measure anything at all?

In philosophy and religion, how could women compensate for being disconnected from the rhythm of the universe? Or for their lack of symbolic death and resurrection every month?Menopause would be celebrated as a positive event, the symbol that men had accumulated enough years of cyclical wisdom to need no more. Liberal males in every field would try to be kind. The fact that "these people" have no gift for measuring life, the liberals would explain, should be punishment enough.

Gloria Steinem, "If Men Could Menstruate"

domingo, julho 29, 2007

É bom



Estou a tentar acabar um trabalho de mestrado in extremis e da janela vem um vento abafado e seco. Adoro noites de verão. Devia ser verão o ano todo, 24 / 7, sem intervalo. Mas de preferência sem trabalhos.

quinta-feira, julho 26, 2007

Morri-me

Aquela minha vida morreu. Toda a existência que eu conhecia alterou-se bruscamente, a ponto de eu me interrogar se serei hoje ainda a mesma pessoa que fui. Joana = Joana? Aposto no não.

E sem, dar conta disso, esta corrente alucinante de perdas e ganhos, e tristezas e alegrias, deixou-me esgotada. E eu tenho uma vontade extrema de chorar, se bem que não sei se tenho forças. Falta-me a energia de uma maneira que nunca conheci. Tenho 23 anos. Talvez seja apenas a falta de sono, que as exigências de uma vida de trabalho numa cidade diferente e a vivência de um amor maior que a vida não são pêra doce.

Perdi tanto nestes últimos tempos. Já convivi tão perto com a morte que esta parece ter passado a fazer parte de mim. O cheiro, o aspecto, o espectro, a iminência, a omnipresença da morte. Ela tem estado tão presente que é como se acordasse ao meu lado, caminhasse junto a mim e se sentasse à minha frente. Parece-me agora que tenho feito um esforço que ultrapassa a capacidade humana. Mas não me apercebi disso.

Perder um pai? Ao início, apesar da dor lancinante incompreensível, nós pensamos: "a vida continua para a frente e tudo o que eu tenho a fazer é honrar a sua memória". Mas depois... há algo que fica permanentemente danificado aqui dentro, algo que continua a moer e a moer e a moer - e, uma vez mais, a gente não se dá conta disso pois está loucamente inebriada com o Amor.


Às tantas, porém, o corpo e a mente ressentem-se. Parece não restar ponta de frémito. Apenas um vazio de perder de vista.

quarta-feira, julho 25, 2007

Já para casa

Há uma deputada do PSD na Madeira, de seu nome Rafaela Fernandes, que, a propósito do não cumprimento da nova lei do aborto na ilha, afirma que "a função das mulheres é a procriação". Eu acho que esta tipa devia ir já para casa parir e sob alta vigilância, não vá ela ter relações sexuais com fins meramente recreativos.

terça-feira, julho 17, 2007

Conclusão do dia

Estou a precisar de férias.

segunda-feira, julho 16, 2007

Um grande bem-haja

Graças a Deus, temos o Dr. Eduardo Sá para nos ajudar a educar as nossas crianças, quando estes pequenos reguilas nos trocam as voltas. O psicólogo clínico, psicanalista e especialista em comportamento infantil e juvenil (é muita fruta!), fala baixinho, tem gestos suaves e compreende que cada criança é um tesouro. Está cá para orientar os pais, atrapalhados perante a complexidade dos pequenos.

Lição de hoje: todas as crianças mentem e isso é perfeitamente normal, o problema é quando dizem mentiras em excesso ou quando nunca dizem mentiras de todo. E, muitas vezes, o que os assusta são os "olhos muito esbugalhados" dos pais quando ralham.

terça-feira, julho 10, 2007

Sexiest man alive


É o melhor tenista da história, Roger Federer.

segunda-feira, julho 09, 2007

Coisas que explicam muita coisa




Na livraria da Fnac do Chiado, a secção de ciência política dá direito a prateleira própria a dois autores apenas: Noam Chomsky e Edward Said.

Na sociologia, o Boaventura de Sousa Santos também é rei e senhor.

domingo, julho 08, 2007

Assim é que era bonito

A minha lista:

Taj Mahal
Estátua da Liberdade (assobiada pelo povão idiota no estádio da Luz)
Grande Muralha da China
Machu Picchu
Coliseu de Roma
Petra
Torre Eiffel

quarta-feira, julho 04, 2007

And the winner would be


O site das 7 novas maravilhas é o caos. Já tentei ir lá votar três vezes , mas tudo indica que não vou conseguir ficar na história (oh...). Mas se votasse, votava nesta grande coisa : a Grande Muralha da China. Só porque se vê do espaço.

segunda-feira, julho 02, 2007

Rititi rules











AMORES DIFERENTES, DIREITOS IGUAIS
(Crónica publicada no DNA em Julho de 2005)

Aprovada a legalização dos matrimónios homossexuais, alterado o Código Civil e exterminados com muita pena minha os conceitos «marido e mulher» do discurso legal, bem-vindos sejam ao Território Zapatero, o país mais moderno da Europa, o paraíso da tolerância e do respeito à diferença. O Presidente do Governo está feliz, gays e lésbicas abraçam-se e fazem planos de boda, com bolo de noiva e avós chorando à mistura, e eu abro uma garrafa de Möet Chandon para comemorar a banalização de relações e amores tão normais quanto o meu. Desmistifica-se com a legalidade o que deveria ser do foro estritamente privado – enquanto ninguém tem nada a ver com quem dorme o vizinho – e acaba-se de uma vez por todas com a estupidez de não se poder herdar, pagar impostos em conjunto ou ter direito a onze dias úteis de férias de casamento nas Maldivas com tudo incluído. E mais útil ainda: ser gay deixa de ser um lobby, uma razão de exclusão e a desculpa perfeita para fazer o ridículo nos bares chunga-chunga a dançar Rafaela Carrá. A partir do dia 30 de Junho, em Espanha só sente discriminado sexualmente quem tem a cabecinha mal arrumada e problemas de cama por resolver.
E pronto, aqui deveria acabar esta converseta sobre formas de viver. Uma vez ratificada pelo Rei, a alteração da instituição familiar já está nas ruas e cada um pode seguir com o seu rame-rame do costume, tentando ser um bom pai, não mentir à mulher e não conduzir com os copos. Todos, claro, excepto a Conferência Episcopal, o Foro Español de la Família e o Partido Popular, os Temíveis Anjos Vingadores e Guardiães da Família. Da tradicional, claro. Da deles. Uma manifestação multitudinária no dia 18 de Junho juntou os defensores da tradição e dos valores que «importam», pondo a família em maiúscula e as crianças na frente, com bandeiras de Espanha e carinha de pena.
Aos bispos é normal que lhes repugne a relação de dois paneleiros reconhecida pelas instituições do Estado, tendo em conta o Catecismo da Igreja Católica, a sua concepção da homossexualidade e os dois mil anos de existência. Esquecem-se que a lei não os condena a celebrar este tipo de matrimónios – civis e sem efeito perante a lei de Deus – e que Espanha é um estado laico, aconfessional e que já não é obrigatório ser baptizado. Esquecem-se que nem todos os católicos partilham esta visão rígida do amor ou que até existem gays que acreditam que Maria foi virgem e Cristo o Filho de Deus.
Já o Foro da Família, cuja página na Internet proclama o direito dos meninos a terem só um pai e uma mãe, não se insurge contra os gays nem a regularização da sua união sempre que não se lhe chame «matrimónio», porque «matrimónio» é coisa de homem “contra” mulher para fazer filhos. Mais nada. E por causa de uma palavra reúne adeptos, distribui panfletos e manifesta-se em massa? É esta a razão para pôr menores de idade a quarenta graus à sombra segurando cartazes, obrigando-os a usar máscaras em plena onda de calor sufocante às seis da tarde, acusando Zapatero de atacar a família, de impedir que um homem e uma mulher se casem? «La família SI importa». Uma palavra que põe a instituição em vias de extinção, porque não é concebível que dois Zé Antónios criem um bebé sem que este não acabe num hospício, numa clínica de desintoxicação ou na prisa por vender heroína à porta de colégios. O amor, que é a base de qualquer matrimónio, só é possível se heterossexual e vocacionado para a procriação.
E o PP? Que faz o único partido de direita com assento no parlamento nacional ao lado de cartazes como «No al desmadre, queremos padre y madre»? Proteger as criancinhas indefesas, coitadas. Mesmo que o líder Mariano Rajoy se tenha desmarcado à última da hora, o partido apoiou a manifestação, segurou bandeiras e bramou pela defesa da família com pai, mãe e avozinha que trate da Matilde e do Lourenço, gritando que os direitos dos não-gays estão a ser pisados, que é um retrocesso e que, além de imoral, esta lei é anticonstitucional. Não haverá militantes de direita que sejam panilas? Ser gay é só coisa de esquerdalhos anti-clericais papa-meninos? A opção sexual estará condicionada pela cor política? Pelos visto, nesta Espanha, sim.
Um dos líderes do Foro da Família, talvez com o cérebro a ferver pelo calor do verão madrileno, queixava-se da legalização do divórcio (sim, o divórcio, não estão a ler mal), que tão desprotegida deixa a família: «oxalá não existisse». Numa só frase ficaram desmascaradas as hipocrisias, as razões encapotadas, os menininhos a chorar e as vozes politicamente correctas: o que uniu Igreja, ONG’s e os líderes do segundo maior partido espanhol foi o terror à normalização de atitudes que, pela sua moral, são reprováveis e deveriam manter-se, se não ilegais, pelo menos na clandestinidade, como se não existissem. Negando o óbvio não se escandalizam as mentes puras. Olhos que não vêm, coração que não sente - e as fufas, os panascas, os infelizes, os mal amados, os infiéis, as maltratadas, as fartas do marido, o senhor de cinquenta anos que descobre a atracção sexual pelo trolha musculado das obras, esses, que se escondam, que não falem, que tudo se mantenha como estava. Não mudando, não questionando e evocando a liberdade. A deles, claro.
E agora, se me dão licença, vou lá abaixo dançar «I will survive» na Gay Parade. Porque é muito mais divertido celebrar com música a equiparação legal de outros modelos de família e de amor, a queixar-me porque o mundo não é o mesmo que há trinta anos, quando as mulheres nem podiam votar e os homossexuais eram presos. Este ano, a Festa do Orgulho Gay, já não reivindica direitos, mas comemora o crescimento democrático e a legalização do que sempre existiu.

quarta-feira, junho 27, 2007

Porque é que Sociologia é aquele curso da treta

Pequeno excerto da literatura que tenho que consumir para o exame da próxima sexta-feira:

"(...)Poderá argumentar-se que tal crítica, mais do que decorrer da argumentação teórica apresentada, subjaz a essa mesma argumentação e, por esta via, questionar-se a cientificidade de tal argumentação ou sustentar um relativismo epistemológico radical de onde se extrairia a impossibilidade de escolha entre modos de argumentação decorrentes. Por um lado, conclusões deste tipo, que ignoram o complexo processo de vaivém entre os domínios analítico e normativo (irredutível a uma sequência simples do tipo pressuposto -> teoria), serão contestados no início do capítulo 1, a propósito do recenseamento dos contributos de Jeffrey C. Alexander, no domínio da sociologia da sociologia, sobre a relação entre teoria e pressupostos: se a toda a construção sociológica subjazem pressupostos morais e políticos, nas disputas entre abordagens teóricas concorrentes é possível "ganhar conhecimento cumulativo sobre o mundo" desde que prevaleçam critérios de racionalidade na organização dos processos argumentativos"

Quanto mais incompreensível, melhor, que é para dar aquele ar de coisa séria e complexa.

domingo, junho 24, 2007

Temos medo de parecer racistas













Bom artigo da Inês Pedrosa na revista do Expresso desta semana. Diz o essencial sobre a coisa.

"Sempre que se tem notícia de mais um assassinato de uma jovem muçulmana, perpetrado pela família, em consequência do nefando "crime" de amar quem o pai não quer, ergue-se um coro de vozes paliativas dizendo que não é só no mundo islâmico que as mulheres morrem às mãos dos homens da sua família. Aconteceu agora, aquando da condenação dos assassinos de Banaz Mahmod, uma rapariga de 20 anos que vivia em Birmingham, Inglaterra e que acabou por ser morta e enterrada pelo pai e pelo tio, depois de se ter dirigido por diversas vezes à polícia contar as ameaças de morte do progenitor e pedir ajuda - sem sucesso.

É verdade que, num só ano, 39 mulheres portuguesas morreram às mãos de maridos e namorados - uma verdade bárbara que significa que os resquícios de uma cultura fundada no princípio de que "a cabeça da mulher é o homem" (São Paulo, Epístola aos Coríntios) demoram a extirpar.

Mas há uma diferença essencial: os "crimes de honra", na contemporânea civilização laica do Ocidente, não são praticados com a aprovação e a conivência da parentela dos assassinos. Fazem-se campanhas para alertar as mulheres de que não devem aceitar relações violentas, e que existem diversas entidades a que podem recorrer. Muitas vezes, na prática, esse apoio é ténue porque a nossa Justiça é infinitamente branda e lenta para com os agressores - não percebo porque é que as vítimas de violência são forçadas a esconder-se em casas secretas enquanto os verdugos ficam à solta, fazendo a sua vidinha, nem porque é tão difícil que as famílias de atacantes identificados como perigosos doentes mentais obtenham o internamento deles. Mas, pelo menos, há um alarme social. Números. Possibilidades de salvação. Nada disto existe no mundo islâmico - e, para vergonha do Ocidente, nem sequer no mundo islâmico que vive dentro das fronteiras da Declaração Universal dos Direitos dos Homens. Porquê? Porque temos medo de parecer racistas. Que meninas de cinco anos sejam sujeitas a mutilação genital sobre mesas portuguesas, francesas, alemãs ou inglesas, é menos grave do que parecermos intolerantes. Que jovens muçulmanas vivam nas cidades da Europa sujeitas à opressão da Sharia, incomoda-nos menos do que ter uma posição frontal contra esta ignomínia. Dizemos que não queremos excitar os ânimos. Que chegaremos lá através do diálogo. Theo Van Gogh, já baleado, tentou dialogar: "Podemos falar?" Responderam-lhe mais balas. Temos medo - porque, de facto, há razões para ter medo. Salmon Rushdie que o diga. Ayaan Hirsi Ali que o diga - ambos vivem com condenações à morte sobre as suas cabeças. Mas não vergam essas cabeças, porque sabem que, quanto mais se vergarem, maior será a violência dos "fiéis" sobre os "infiéis".


A autobiografia de Ayaan Hirsi Ali, recentemente publicada nos Estados Unidos com o título "Infiel" ("Infidel"; edição Free Press, 2007), é, não só um murro no estômago (e em todas as outras partes do corpo, porque não há nenhuma que, a bem da pureza do Islão, não lhe tenham dilacerado) e uma história de infinita valentia, como uma análise inteligente e lúcida dos efeitos da complacência ocidental face à cruzada islâmica.


Nascida na Somália, Hirsi Ali viveu a infância e a juventude em vários países da África muçulmana e na Arábia Saudita, fugiu em 1992 para a Holanda, para escapar a um casamento forçado, licenciou-se em Ciência Política e lutou pelos direitos das imigrantes muçulmanas como deputada no Parlamento holandês. Depois do assassinato do realizador Theo Van Gogh, por um radical islâmico, em consequência do filme Submission, com argumento dela, o seu direito à nacionalidade holandesa foi posto em causa pela responsável política pela Imigração (até então sua amiga) e Ali acabou por se radicar nos EUA. Uma das suas mais incómodas propostas parlamentares foi a da aboliçao do artigo da Constitutição holandesa que protegia a criação de escolas religiosas, alegando que os fundos governamentais deveriam ser utilizados em escolas ideologicamente neutras, de modo a encorajar as crianças a fazer perguntas e a respeitar o pluralismo. Tentou explicar que era um disparate pensar-se que os muçulmanos se integrariam melhor se os holandeses aceitassem toda a espécie de auto-segregação muçulmana - respondiam-lhe, na melhor das hipóteses, que ainda não era o tempo certo, ou, na pior, que estava toldada pela sua experiência.
O paternalismo tem sempre duas faces; ou porque experimentaram na pele ou porque falam de cor, as mulheres nunca são de fiar. Questão de hormonas, emoções. Então Hirsi Ali começou a lutar pelos factos: pediu as estatísticas dos "crimes de honra" na Holanda. O Ministério da Justiça respondeu-lhe que não discriminava os crimes pelas suas motivações, para não "estigmatizar grupos na sociedade". Conseguiu lançar uma experiência-piloto em 2 dos 25 departamentos policiais da Holanda. Descobriu-se que, só nestas duas áreas, entre Outubro de 2004 e Maio de 2005, 11 raparigas muçulmanas tinham sido mortas pelas famílias.


Quantas mais terão de morrer até que os relativistas culturais e morais acordem?"


Inês Pedrosa, Única 23 Junho 2007

sexta-feira, junho 22, 2007

Considerações sobre a desgraça árabe

" Como é que se passou ao marasmo actual, talvez mais intelectual e ideológico do que material, mas que tem por efeito fazer crer aos árabes que não têm outro futuro para além do que lhes destina um milenarimo mórbido?
Como é que se menospreza uma cultura viva, para comungar no culto da desgraça e da morte?
(...)
Será necessário descrever a desgraça árabe? Alguns números bastariam para dizer a gravidade do impasse em que as sociedades árabes se encontram bloqueadas: taxas de analfabetismo, disparidade entre os mais ricos, imensamente ricos, e os mais pobres, sobrepovoamento das cidades, desertificação das províncias... Mas, dir-me-ão, isso é o lote comum de boa parte daquilo a que ainda há pouco se chamava o terceiro mundo. E, mesmo assim, há muito mais pobreza nas ruas de Calcutá e mais disparidades no Rio de Janeiro. Sem dúvida. Só que a desgraça, neste caso, não é um obstáculo ao desenvolvimento, nem é uma questão de classes, nem mesmo de carências educativas.
(...) Comparações mais modestas seriam suficientemente perturbadoras. Com a Ásia, onde o crescimento económico multiplicou os "Tigres" e "Dragões". Com a América Latina, onde a transição democrática parece ter atingido o ponto de não-retorno. E mesmo coma África sub-sariana, onde apesar de tudo coesxistem guerras civis traumáticas e experiências democráticas. Essas regiões do planeta, que ainda há pouco tempo pareciam partilhar com os árabes as distorções do desenvolvimento e o arbitrário político, estão longe de ter atingido a paridade com Norte industrial e democrático. Mas, pelo menos, encontram-se nelas compensações que constituem motivos para não desesperar."


Samir Kassir
, asassinado em 2005, em Beirute.
Considerações sobre a desgraça árabe, 2004 (Edições Cotovia)

segunda-feira, junho 18, 2007

Amar é imaginar a eternidade


A conquista mais importante da minha vida será contemplar o pôr-do-sol, já senhora de vestuta idade, sentada num alpendre, contigo ao meu lado e com a tua mão pousada na minha. Olhar atrás, recordar o momento em que projectei o nosso sonho e pensar "quantos anos passaram!... ". Saborear de forma tranquila e merecida o nosso triunfo sobre o mundo incréu.

sábado, junho 16, 2007

Rbfaz ku fyrhen ççodahh nfdan makdgtej



Ter datas para entregar trabalhos...

(atenção: esta NÃO É a minha secretária. Não sou assim tão desmazelada)

sexta-feira, junho 15, 2007

Agosto



Vou à Irlanda.

Mais um sonho que se torna realidade.

Mais seis horas de tortura no ar.

quarta-feira, junho 13, 2007

Uma história sobre a amizade

Tenho vindo a constatar um padrão de comportamento na minha pessoa: quando as coisas estão na moda, ganho-lhes uma aversão tremenda. Não sei se isso indica uma predisposição anti-social da minha parte, mas as coisas que excitam toda a gente num dado momento tendem a aborrecer-me. Foi isso que aconteceu com o Senhor do Anéis, à mistura com o meu tradicional desdém (mas estou a mudar) por tudo o que tenha a ver com magia e fantasia.
Só que no último Natal, vi na televisão a terceira parte do Senhor dos Anéis e chorei baba e ranho, maravilhada de êxtase. Bastou para me fazer comprar a trilogia, que, por circunstâncias várias, só me decidi a ver agora. Estou a ver aos poucos, mas continuo abismada a cada cena, a cada dizer magnificamente proferido, a cada nome, a cada melodia, a cada vestimenta, a cada povoação, a cada batalha. Vou no "As Duas Torres". Começo a ficar deprimida só de saber que tudo vai acabar já daqui a filme e meio.

terça-feira, junho 12, 2007

O casamento

Classe. Elegância. Estilo. Sofisticação. Bom gosto. Pedigree.

Este homem tem ar de quem come criancinhas ao pequeno-almoço


Vergonha! E ninguém faz nada!




Depois do saneamento de elementos discordantes na DREN, a purga prossegue agora no Plano da Matemática, com o "convite" de saída da Associação de Professores de Matemática, por dali terem vindo críticas "públicas" (o pecado é dizê-las em voz alta) às declarações da Ministra da Educação. A escandaleira continua e o país continua carneiro desta estranha forma de vida.

sexta-feira, junho 01, 2007

Francamente

A incompetência e lentidão dos serviços públicos atinge proporções monstruosas.
Cometi o erro de enviar um email para a Direcção-Geral de Cobrança de Impostos para me esclarecerem acerca de uma questão tão simples quanto a devolução de IVA após ter passado um Acto Isolado. Não minto: está disponibilizado no site do Ministério das Finanças um endereço de email, dscobranca@dgci.min-financas.pt. Aliás, estão lá muitos endereços de email.

Acontece que enviei o email no dia 26 de Abril e só me responderam hoje, ou seja, MAIS DE UM MÊS DEPOIS. Entretanto o assunto já foi resolvido e encontra-se morto e enterrado há muito, pois se eu dependesse daquela resposta estava bem tramada.

Mas apetece perguntar: para que servem as contas de email dos ministérios? Porque se dão sequer ao trabalho de responder se o fazem já fora do prazo? Saberão alguns funcionários públicos sequer trabalhar com um computador?

A forma como se trabalha nos ministérios (e de todas as vezes que tive que me deslocar a tais sítios já sabia que me esperava uma longa aventura) é provavelmente o caso mais extremo do mau serviço prestado pela função pública. No entanto, há outros casos sintomáticos, onde talvez menos se esperasse. Cada vez que entro na Loja do Cidadão, sei que há um problema com o sistema informático, pois é anunciado no altifalante. Sempre. É sagrado.

Isto é que é um verdadeiro "choque tecnológico".

Acho que me vou inscrever no 10º ano






Sócrates promete computadores portáteis quase de borla

quarta-feira, maio 30, 2007

A propósito dos cartazes "O Zé faz falta"

Quem é a Cucha Carvalheiro?
Não há coisa mais aborrecida do que os egos gigantes de alguns meus colegas de mestrado. A turma encontra-se dividida em jovens muito jovens (na sua maioria raparigas), por um lado, e alguns jornalistas e profissionais bem antigos e conceituados da praça, por outro. Entre estes últimos, é visível a forma como se procuram evidenciar perante o público feminino e tenro, digladiando-se uns aos outros, despejando a sua quantidade inacreditável de conhecimento acumulado sem ninguém lhes ter perguntado nada sobre o assunto.

São tão patéticos estes homens de meia-idade.

sábado, maio 26, 2007

My hero


Caco Antibes
Eu tenho horror a pobre!

domingo, maio 20, 2007

Vamos lá rapazes
















Adenda: 22 campeonatos nacionais, 13 taças de Portugal, 15 supertaças.
2 vezes campeão da Europa, 2 vezes campeão do mundo, 1 Taça UEFA, 1 Supertaça Europeia.

O FCP nem parece um produto de Portugal.

sexta-feira, maio 18, 2007

E, para acabar, o toque final...


... eu e as religiões. Voltando ao Moral Politics, descubro que com quem eu tenho mais a ver é com protestantes e judeus.
Faz sentido.



quinta-feira, maio 17, 2007

The Advocates





Segundo o The Advocates, sou uma libertária.

Isto reforça o que eu disse no post anterior.
A minha filosofia de vida é : não me chateiem!









LIBERTARIANS support maximum liberty in both personal and
economic matters. They advocate a much smaller government; one
that is limited to protecting individuals from coercion and violence.
Libertarians tend to embrace individual responsibility, oppose
government bureaucracy and taxes, promote private charity, tolerate
diverse lifestyles, support the free market, and defend civil liberties.

Politopia
















Teste da Politopia.

Habito terras do Noroeste.

NW - You would feel most at home in the Northwest region. You advocate a large degree of economic and personal freedom. Your neighbors include folks like Ayn Rand, Jesse Ventura, Milton Friedman, and Drew Carey, and may refer to themselves as "classical liberals," "libertarians," "market liberals," "old whigs," "objectivists," "propertarians," "agorists," or "anarcho-capitalist."

A minha interpretação disto tudo: gosto muito pouco que metam o nariz na minha vida.

Political Brew











Novo teste.

Your score is on a scale of 0 to 100, with 0 being fully liberal and 100 being fully conservative:

On Non-Fiscal Issues, you rank as a Moderate Liberal (35).
On Fiscal Issues, you rank as a Moderate Conservative (78).


Finalmente dão-me como liberal em questões "não-fiscais". Eu já estava a ficar algo inquieta.

sexta-feira, maio 11, 2007

Dia 11 de Maio

* MOMENTO PIROSO *


Uma flor para o meu amor

quinta-feira, maio 10, 2007

USA Weekend 1994

Vêm aí mais coisas giras! Este teste baseia-se na distinção clássica americana entre "liberal" e "conservative" (o conceito "liberal" na Europa está conotado com posições de direita). A escala "liberal -> conservative" vai de 0 a 40.

Eu tive 25, o que me põe do lado Republicano uma vez mais.
Agora a sério. Eu há uns anos não teria gostado nada desta brincadeira.

Aqui não há gráficos, mas há presidentes e figuras americanas.
O meu pelos vistos é o George Bush (pai)!

JesseJackson - 0 - 100% LIBERAL
TedKennedy - 5
HillaryClinton - 10
BillClinton - 15
ColinPowell - 20
GeorgeBush - 25
JackKemp - 30
BobDole - 35
RonaldReagan - 40 - 100% CONSERVATIVE

Moral Politics


A paragem obrigatória seguinte era o Moral Politics. Teste que se debruça mais sobre questões de costumes e fortemente identificado com a concepção política americana.

Apesar da minhas visões imorais acerca do casamento entre homossexuais e legalização do aborto, o Moral Politics classifica-me de conservadora e provável votante do Partido Republicano:
Your scored 1 on the Moral Order axis and -2 on the Moral Rules axis.
Mas há coisas que desiludem. O meu Presidente é o... Gerald Ford???! Provavelmente o mais irrelevante de todos os Presidentes da história americana!
The following items best match your score:
· System:
Conservatism
· Variation:
Moderate Conservatism
· Ideologies:
Capital Republicanism
· US Parties:
Republican Party, Democratic Party
· Presidents:
Gerald Ford (93.75%) 2004 Election Candidates: John Kerry (82.32%), George W. Bush (77.90%), Ralph Nader (66.34%)
E há mais. Estou praticamente só no mundo.
Apenas 0, 7 % dos que fizeram o teste tiveram o mesmo resultado que eu!
Statistics
Of the 312006 people who took the test:
· 0.7% had the same score as you.
· 55.4% were above you on the chart.
· 30.1% were below you on the chart.
· 23% were to your right on the chart. 71.1% were to your left on the chart.
As coisas que uma pessoa descobre em quizzes cibernéticos.





Political Compass

Logo a seguir fui a outro teste muito popular na Internet: o Political Compass.



Os resultados são consentâneos com o teste anterior. Ei-los.

Pensava eu que estaria mais para baixo no eixo "authoritarian - libertarian", mas afinal estou próxima da linha divisória.


Agora vem a parte querida.

Quem é a minha alma gémea ao nível dos grandes compositores clássicos?

Tchaikovsky, meus caros. Estou entre Tchaikovsky e Chopin. A nível de gostos, antes o primeiro que o segundo.
Wagner certamente já estava à espera deste resultado.







quarta-feira, maio 09, 2007

Ida ao consultório político

Parece que agora anda tudo doido a fazer o teste político da European Political Ideologies. Sempre tive em muito baixa conta os quizzes do género, sobretudo os de questões tais como "serei honesta?", "terei qualidades de liderança?", "seremos compatíveis no amor?", mesmo nos meus tempos de baixa puberdade em que lia a revista Ragazza.
Mas os testes de orientação política são divertidos, sobretudo quando apresentam gráficos e nos permitem a comparação com celebridades, figuras históricas e religiões. Infelizmente esse não é o caso da European Political Ideologies, mas este é um começo interessante. A partir daqui, fui à cata de todos os questionários de ideologia que encontrei na net, para comparar os resultados. Ele há coisas hilariantes.

Quando fazemos o teste da European Political Ideologies, há 12 resultados possíveis já predefinidos e é-nos pedida uma previsão. Eu disse sem grande convicção que o meu resultado seria "social liberal".

Os resultados do meu teste são um poucochito dúbios no topo, mas genericamente fiéis na composição geral. Eis o meu ranking:

# 1 - You are an anarcho-capitalist. Anarcho-capitalists take the Jeffersonian belief that "that government is best which governs least", and extend it - "that government is best which governs not at all". The theory of anarcho-capitalism is that the market can replace the state as a regulator of individual behaviour (resulting in private courts, private policing etc.).

# 2 - You are a market liberal. You adhere to the traditional liberal belief in freedom, and take this to mean negative rather than positive freedom - i.e. a slimmed-down state is the best guarantor of freedom. You will therefore support a laissez-faire economic policy, and you will be reasonably tolerant on the social front - though less emphatically so than social liberals.

# 3 - You are a libertarian conservative. You hold that the free market is the best way of organising economic activity, but you combine this with adherence to more traditional social values of authority and duty.

# 4 - You are a social liberal. Like all liberals, you believe in individual freedom as a central objective - but you believe that lack of economic opportunity, education, healthcare etc. can be just as damaging to liberty as can an oppressive state. As a result, social liberals are generally the most outspoken defenders of human rights and civil liberties, and combine this with support for a mixed economy, with an enabling state providing public services to ensure that people's social rights as well as their civil liberties are upheld.

# 5 - You are a Christian democrat - or, in the UK, a "One Nation conservative"; in other words, although you share the usual conservative belief in stability and duty, you believe that such duties include a responsibility on the part of the better-off to help those who are less fortunate. You will be socially conservative, but in favour of a mixed economy where the state does have a role in providing public services. Christian democracy arose after World War II, succeeding more doctrinaire Catholic parties dating from the 1870s.

# 6 - You adhere to the Third Way. The Third Way is a fairly nebulous concept, but it rests on the idea of combining economic efficiency - i.e. a market economy with some intervention - with social responsibility. The focus is emphatically on the community as a whole, and not necessarily equality per se. Adherents of the Third Way range from moderate to conservative in their social views, and have recently been willing to take a "tough" line on a range of social issues.

# 7 - You are a social democrat. Like other socialists, you believe in a more economically equal society - but you have jettisoned any belief in the idea of the planned economy. You believe in a mixed economy, where the state provides certain key services and where the productivity of the market is harnessed for the good of society as a whole. Many social democrats are hard to distinguish from social liberals, and they share a tolerant social outlook.

# 8 - You are an ecologist or green. You believe that the single greatest challenge of our time is the threat to our natural environment, and you feel that radical action must be taken to protect it - whether in the enlightened self-interest of humanity (in the tradition of 'shallow ecologism') or, more radically, from the perspective of the ecosystem as a whole, without treating humans as the central species (deep ecologism).

# 9 - You are an anarcho-communist, aiming for a society without the state, based on small, decentralised groups living communally.

# 10 - You are a fascist. You combine a strong belief in the nation with authoritarian social values, and a willingness to impose your views upon others. You strongly oppose immigration, and are willing to take radical action to combat it.

# 11 - You are a classical socialist, believing in equality of outcome as a principle. This might mean greater equality (e.g. Old Labour), or as close to absolute equality as possible. However, you will believe in an extensive public sector, covering not just public services (transport, healthcare etc.) but probably also the 'commanding heights' of industry (e.g. iron and steel). Your views on personal morality will be reasonably tolerant, in general, but there is considerable variation within this political group.

# 12 - You are a communist. You believe, at least in theory, in absolute equality of income - and you oppose the whole capitalist system per se. You want to abolish the market economy and replace it with one in which the workers (usually meaning the state) control the building blocks of the economy. Your views on personal morality will vary; traditional communists tended to be more authoritarian, while modern "eurocommunists" tend to take a liberal line.

Macacos me mordam.
"Anarco-capitalista"? Não, pá!
A minha previsão de "social liberal" só aparece em quarto. Coisa curiosa é que antes de ser comunista (o último da lista), eu seria fascista. E blairista a meio da tabela.

terça-feira, maio 08, 2007

quinta-feira, maio 03, 2007

sexta-feira, abril 27, 2007

Adolescência

Tive uma grande grande amiga de infância, com quem partilhei inúmeras aventuras engraçadas e memoráveis, que deixei de ver ao longo dos últimos anos .

Seguimos caminhos diferentes. Ela juntou-se a um grupo de jovens anarquistas anti-globalização, estilo de vida que a mim desde sempre causou grande espécie, inicialmente não tanto por motivos de ordem político-ideológica, mas porque sou uma criatura impregnada de bons hábitos burgueses e metiam-me impressão algumas práticas deles.

Gosto de higiene e de andar com o cabelo limpinho. Gosto de uma boa conversa civilizada. Gosto de ouvir música pop americana para além de outros estilos mais eruditos. Adoro comer carne. Gosto da comida de plástico MacDonalds apesar de não ser recomendável para a figura. Não gosto nada de ganzas nem de quem anda sempre ganzado. Gosto dos horários rotineiros, do quotidiano e do lazer depois do dever. Detesto acampar ou dormir ao relento. Gosto de poder esbanjar dinheiro ao meu gosto. Aprecio a existência de regras. Valorizo o conceito de respeito a uma autoridade legítima e, acima de tudo, gosto de estar no recato do lar e em família. Aquela gente não gosta de nada disso.

A partir de determinada altura, estar com ela passou a ser um martírio, pois tinha sempre que levar com a matilha mal-cheirosa em cima, e não lhe queria dizer os porquês do meu desconforto, pois ela não compreenderia. Uma vez, um camarada dela, com os dentes da frente literalmente todos podres, deu-me uma aula autêntica sobre a crítica de Marx, a mais genial cabeça humana, à sociedade capitalista. Por diversas vezes, entrei na casa "okupada" de Setúbal, para ver o que andavam por lá a fazer. Sempre os achei feios, porcos e maus, apesar de eles se acharem bonzinhos. Naturalmente, deixámos de fazer parte da vida uma da outra.

Voltei a vê-la na televisão há dois dias atrás, com as imagens da manifestação "contra o fascismo e o capitalismo" no Chiado. Não sei porquê, mas estas manifs acabam sempre em pancada. Ou melhor, sei: a ideia que comanda a vida dos okupados é a de levarem pancada e depois berrarem que levaram pancada. Eles querem apanhar da polícia, eles gostam de levar com os bastões em cima. É isso que eles querem. Percebi isso quando vi a minha amiga a sorrir triunfante e com os braços levantados em sinal de vitória, passando por um polícia.

Estas pessoas não crescem? Há coisas que tornam impossível a sobrevivência de uma grande amizade.


quarta-feira, abril 25, 2007

terça-feira, abril 17, 2007

Não se percebe



Nos EUA, põem-se as armas nas mãos dos cidadãos. Depois acontecem catástrofes.

sexta-feira, abril 13, 2007

Ganda festarola

As fotos da festa de lançamento do Pisa-Papéis 2007/2008, no Cabaret Maxime, na passada noite de 28 de Março, já estão disponíveis!

Aguarda-se agora nova referência do Professor Marcelo, nas suas sugestões livreiras dominicais, ao melhor dos roteiros das artes performativas.

sexta-feira, abril 06, 2007

Só agora é que eu me lembrei disto

Este blogue cheio de asneiras fez um ano de vida, tipo p'raí o mês passado, e eu nem reparei. Foi por isso que não houve por toda a blogosfera lusa aquele movimento típico de parabenizações (eu sempre quis usar esta palavra). Tivesse eu previamente anunciado a data, por certo os mais visíveis blogues da praça diriam "A Asneirada faz um ano. Parabéns por alguns dos textos mais incisivos e acutilantes da blogosfera portuguesa", com link a remeter.
.... NOT!

O meu esquecimento tem muito provavelmente que ver com o facto de eu não gostar de ler o que escrevo. Na verdade, tudo o que está para trás deste post, se eu fosse rever, suscitaria em mim uma reacção algo horrorizada próxima do "isto não é meu!". Honestamente, já nem do nome do blogue eu gosto. Remodelei graficamente o estabelecimento*, à semelhança do que se verifica na imprensa escrita, para sentir que acompanho as tendências. Mas acho que agora preferia o modelo visual que tinha antes. A minha relação com este blogue tornou-se um daqueles casamentos assumidos por causa de uma gravidez não planeada. Lá vou estando aqui, a espaços, presa a isto, a perguntar-me porque comecei, sempre à procura de conseguir mudar a outra parte. Não está em causa o ADN ideológico desta coisa: A Asneirada é um blogue anti-tuga, anti-benfiquista (o segundo é decorrência natural do primeiro), anti-islâmico, moderadamente pró-israelita, extremamente pró-judaico (seja lá o que isso for), absolutamente pró-ocidental, irracionalmente romântico, essencialmente seinfeldiano - ou seja, sobre nada e por nada. Porque se cria um blogue nos dias de hoje? Por nada. Porque gostamos de nós próprios. Porque ter um blogue é como enviar um sms.

O que me incomoda é que, quando não tenho tempo suficiente para me dedicar às coisas, a minha falta de engenho e arte entra pelos olhos a dentro. Por isso, este blogue, apesar das boas intenções, é somente uma coisinha qualquer.

* para os amigos da casa interessados em saber para onde foram os links, eles estão lá em baixo de tudo. Não sei porque é que foram parar ali.

quinta-feira, abril 05, 2007

Brilhante


Os Gatos fazem mais que os políticos todos juntos. Mas já temo por eles, que vão receber ameaças de morte em catadupa.

sexta-feira, março 30, 2007

Transfiguração


O amor entranha-se e alastra em mim de uma forma poderosa. Não conheço quem ame assim, de forma tão visceral, como eu. Claro que muitos pensarão desta maneira deles próprios. Mas eu, eu, eu amo como ninguém.

segunda-feira, março 26, 2007

Ressaca

Salazar venceu e Cunhal veio em segundo.
Estes factos, por acaso, até me dão alguma paz de espírito, pois isto quer dizer que não me devo sentir de consciência pesada por gostar de achincalhar as pessoas do Portugalinho neste blogue.

sábado, março 24, 2007

Experiência radical

Na última sexta-feira, por mera solidariedade profissional, e porque às vezes tenho dificuldade em arranjar uma desculpa esfarrapada para me conseguir escapar a programas em que eu não quero ser incluída, fui ver um espectáculo de revista. Sim, revista, aquela espécie de teatro de “gosto marcadamente popular” (Wikipedia), uma sucessão de sketches em palco que combinam momentos musicais de pessoas em roupas de gosto duvidoso (a primeira cena abriu com meninas em maiô) e momentos de suposta comédia em tom de gritaria estapafúrdia. Localização: uma academia recreativa num bairro tradicional de Lisboa. Horário: das 21h 50 à 1h da manhã – três horas daquilo mata qualquer um.
Pois cedo me apercebi do cenário de horror à volta. Povão, daquele povão realmente muito povil, vestido para ir à ópera. Dentro da sala, esperava-se o início do espectáculo ao som de música de carrinhos de choque. Percebi que a noite ia ser muito longa...
No fim da terapia de choque, foi-me permitido chegar a algumas conclusões desta autêntica visita de estudo. Há três coisas simples, muito simples, que bastam para pôr o povão a rir como se não houvesse amanhã: homens vestidos de mulheres, trocadilhos que sugiram alguma parte pudibunda do corpo humano e uma estalada aqui e ali – tudo repetido e repetido e repetido e repetido até à exaustão. Não falha. No fundo, os Malucos do Riso em versão ordinária extrema. O momento alto da noite foi ouvir os "BRAVÔ!" das senhoras na fila atrás da nossa. É disto que o povo gosta.

Mas feitas as contas não me posso queixar. Afinal, ri-me à brava daquela plateia durante toda a noite.

quinta-feira, março 22, 2007

Entretenimento do melhor

Valentim Loureiro, em directo, a esta mesma hora, na Judite de Sousa:

"Conheço vagamente a Dona Carolina Salgado, como companheira do senhor Pinto da Costa... Sempre foi uma senhora simpática... Até considerou ter três desígnios na vida: conhecer Sua Santidade o Papa, o senhor Pinto da Costa e a mim próprio"

OS ANIMAIS ENTRE NÓS



Juíza alemã cita o Corão para rejeitar divórcio de mulher espancada






Já vai nesta autêntica vergonha, a paulatina conquista da Europa por parte dessa religião pacífica e milenarmente martirizada pelo Ocidente, o Islão. Há já quem considere que a lei islâmica se pode sobrepôr às leis do Estado de direito. Tempos virão em que deixaremos de condenar o terrorismo, pois então se a jihad está prevista no Corão, só nos restará, obviamente, respeitar.

quinta-feira, março 15, 2007

Mais coisas que descobri há dias



Londres, por sua vez, parece ter o triplo dos muçulmanos que tinha há dez anos atrás. E o mais surpreendente é ver inúmeros letreiros em inglês e árabe, mesmo fora do "bairro" islâmico. E a quantidade de mulheres tapadas da cabeça aos pés só com os olhos a verem a luz do dia? "Culturas"...

Apesar disso (e por enquanto), Londres é aquela cidade.

Aliás, aquilo sim, é um país.

Coisas que descobri há dias




A definição oficial de tortura para mim tornou-se andar de avião. A viagem traduz-se numa angústia que chega à dor física.

E queriam as hospedeiras levar-me ao cockpit (doidas).







quarta-feira, março 14, 2007

Não há pachorra

Será apenas de mim ou é intragável a exploração até à náusea destes "casos" com nomes de criança ("Caso Esmeralda", "Caso da menina do hospital de Penafiel", mais o raio que o parta...)? Já me dá a volta ao estômago, cada vez que abre um telejornal, ter que levar com mais pormenores de última hora acerca da história sórdida da mulher queria prender o seu companheiro simulando uma gravidez falsa e raptando um recém-nascido do hospital. Como é possível que histórias destas ocupem os nossos noticiários dias a fio?

Honestamente, NÃO HÁ PACHORRA para este povão NEM HÁ PACHORRA para estes media. Há dois dias atrás, a capa do Público era quase inteiramente ocupada com uma foto das vizinhas da mãe biológica em poses de peixeirada (e o aspecto medonho dos protagonistas destas histórias? Os buços, os cabelos desalinhados, os dentes estragados, os "prontos" e os "c'a gente", e tudo e tudo e tudo?)

Quem permitiu o assalto desta gente ao nosso espaço público?

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Obrigada


Do fundo do coração, obrigada por teres vindo ao mundo, Norah.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Salazar

O facto de Salazar ter surgido nos lugares da frente da corrida ao estatuto de melhor portugues de todos os tempos tem causado celeuma e grandes debates sobre os sentimentos da Nação. Mas a verdade é que não há explicação transcendente nenhuma para isto. O bondoso cavalheiro de Santa Comba tem alguns adeptos para além do grandessíssimo liberal André Azevedo Alves. É só ver o montalhão impressionante de blogues e sites da "causa nacionalista", de inspiração nazi-fascista, que apelam ao voto em massa no bondoso senhor e cujos autores gastaram provavelmente rios de dinheiro telefonando para o número de voto.

A modos que isto parece aquela vez no Big Brother em que a pobre Joana foi votada para sair porque os amigos do concorrente Lourenço, muito pouco popular na altura, "votaram" telefonicamente na ordem dos milhares de contos para o manter dentro da casa.

Para perceber certas coisas desta vida há que estar atento à cultura popular e ao mundo dos reality shows.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Constatação

São tempos alucinantes estes.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Sismo de 6 na escala de Richter

Foi a primeira vez que senti a terra a tremer debaixo dos pés.
A cadeira, o computador, a secretária, abanou tudo.

E, por fim, a idiotice veio ao de cima

Votei Sim porque entendo que o aborto é um mal que tem que ser, primeiro que tudo, conhecido e controlado, de forma a poder ser reduzido. Podemos achar que a lei ainda actual já prevê os casos excepcionais em que o aborto deve ser feito (continuo a achar incongruente a posição de quem concorda com esta lei, que prevê certo tipo de aborto, e brada pelo "direito inviolável à vida"); no entanto a presente realidade, de milhares de abortos por ano feitos não sabemos bem como (é a realidade da clandestinidade, do diz que fez, do "conheço uma pessoa que...") ultrapassa de forma gritante as "excepções" consideradas. Não vislumbro como é que votar Não seja a forma mais eficaz de atacar o problema. Estar à espera que a situação seja resolvida somente pelo planeamento familiar e pela educação sexual, sinceramente parece-me manifestamente insuficiente. Até porque há daquelas coisas engraçadas: quanto à educação sexual, tanto os do Sim como os do Não afirmaram a sua urgência, mas basta ver as reacções que se erguem cada vez que se fala na possibilidade de haver a dita cuja nas escolas. A hipocrisia não está só, como dizem, em votar Não e ir a Badajoz em caso de "complicação"...

Dito isto, não escondo a minha apreensão pelo que ainda vem por aí.
Que lei vai sair do resultado do referendo e quando, como vai ser a integração no SNS (que é o mesmo que dizer em clínicas privadas), que tipo de combate e perseguição vai haver às redes clandestinas, e os tão propalados planeamentos familiares e educações sexuais. A realidade não muda com uma simples alteração de lei, mas acredito que pode ser um impulso positivo para começar a trabalhar.

Apesar de ter votado Sim (desta vez, sem certezas), estive muito atenta ao argumentário do Não nesta campanha. Acho que não há muito que me distancie de uma certa forma de pensar de muitos defensores do Não, existe sobretudo um entendimento diferente quanto à forma prática de tentar tentar resolver o problema.
Li com maior prazer o Blogue do Não do que o Blogue do Sim.

Acho, por isso, lastimável que a verdadeira natureza de alguns "nãozistas" venha agora ao de cima. A Mafalda e o André Azevedo Alves devem com certeza, como "defensores da vida" que são, regozijar-se com a cultura da "vida" das 300 mil e tal "mortes" já praticadas sob a presente lei.

domingo, fevereiro 11, 2007

O clima, uma vez mais


Acabo de regressar de mesas de voto às moscas.

Ainda sem saber os resultados exactos da abstenção no referendo deste ano, não deixo contudo de sentir neste momento uma raiva muito grande pelas pessoas deste país. Não percebo qual é o problema dos portugueses. Sei que são tacanhos, medrosos, amorfos, provincianos, broncos, cobardes, invejosos, conformistas, pobres de espírito, ignorantes, eu sei que são isso tudo. Num país deste calibre, não me surpreendem os níveis de abstenção obscenos em eleições para o Parlamento Europeu (que é isso?). Pronto, até aí nada de novo.

Mas quanto ao aborto, que diz respeito a valores e emoções centrais, que não raras vezes desperta o que há de de mais primário nas pessoas, que as põe a chamar "assassinas" e "medievais" umas às outras (reacções típicas no fenómeno do futebol, que atrai definitivamente este povo), que diz directamente respeito a milhares de mulheres e seus mais chegados, eu não consigo perceber.
Quanto ao aborto, depois da vergonha que foi a ausência das urnas há 9 anos, depois de campanhas bem mais mobilizadoras, com multiplicação de movimentos cívicos, e com a certeza na cabeça de todos de que este é um problema que tem que ser resolvido, escapam-me os porquês deste comportamento.
Havia a praia em 1998, agora há chuva em 2007.
Não dá. Por mais que tentemos, é impossível fazer dos portugueses uma espécie civilizada e merecedora da democracia.

domingo, fevereiro 04, 2007

Porque é que "Imagine Me & You" é, apesar do argumento chapado das milhentas comédias românticas existentes, um bom filme


- porque não parece uma coisa "LGBT" - precisamente porque a história é igual a todas as outras. Não há dramas existenciais nem divagações sociológicas, não há gente com traumas, não há comportamentos psicóticos. É simples, breve, leve e agradável.

- porque detesto o L-Word (desde que isto passa na 2:, tenho suores frios só de pensar que a minha mãe pode estar a fazer zapping àquela hora), com aquele mulherio todo fechado no seu gueto.

- porque as personagens são bonitas, enxutas, com ar saudável, sem olheiras da noite nem pele manchada pelos dois maços de cigarros fumados por dia, sem o cinismo amargo da vida cruel em cima dos ombros.

- porque o filme termina sem que nenhuma delas se converta à heterossexualidade, entre em troca de casais ou em orgias desenfreadas, ou corte os pulsos no final, como é hábito.

Enfim. É precisamente por ser familiar que eu gostei do filme.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Aborto - irritações III

D. José Policarpo: "educação sexual é necessária mas deve apontar para a castidade"

Outra vez? Padres a falar de sexualidade?
Mas que raio de atracção pelo desconhecido!
Pela nossa saúde, proíbam-nos!
A sério!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Uma pessoa está sempre a aprender

Levei um raspanete de um colega de mestrado há uma semana atrás.
Ficou indignado porque viu a revista ATLÂNTICO a espreitar fora da minha mochila e disse que eu andava a ler porcarias. Gostei do ar sapiente e de quem anda nisto há muitos anos com que usou o tom jocoso perante a minha juvenil tentativa de afirmação intelectual (eu sei que ele estava a tentar impressionar-me).
Anteontem, lá vinha ele com a revista americana THE ATLANTIC, edição de Janeiro/Fevereiro de 2007, esta sim, the real deal, prontinha para eu a levar para casa.
24 anos, velha carcaça.