sábado, junho 16, 2007

Rbfaz ku fyrhen ççodahh nfdan makdgtej



Ter datas para entregar trabalhos...

(atenção: esta NÃO É a minha secretária. Não sou assim tão desmazelada)

sexta-feira, junho 15, 2007

Agosto



Vou à Irlanda.

Mais um sonho que se torna realidade.

Mais seis horas de tortura no ar.

quarta-feira, junho 13, 2007

Uma história sobre a amizade

Tenho vindo a constatar um padrão de comportamento na minha pessoa: quando as coisas estão na moda, ganho-lhes uma aversão tremenda. Não sei se isso indica uma predisposição anti-social da minha parte, mas as coisas que excitam toda a gente num dado momento tendem a aborrecer-me. Foi isso que aconteceu com o Senhor do Anéis, à mistura com o meu tradicional desdém (mas estou a mudar) por tudo o que tenha a ver com magia e fantasia.
Só que no último Natal, vi na televisão a terceira parte do Senhor dos Anéis e chorei baba e ranho, maravilhada de êxtase. Bastou para me fazer comprar a trilogia, que, por circunstâncias várias, só me decidi a ver agora. Estou a ver aos poucos, mas continuo abismada a cada cena, a cada dizer magnificamente proferido, a cada nome, a cada melodia, a cada vestimenta, a cada povoação, a cada batalha. Vou no "As Duas Torres". Começo a ficar deprimida só de saber que tudo vai acabar já daqui a filme e meio.

terça-feira, junho 12, 2007

O casamento

Classe. Elegância. Estilo. Sofisticação. Bom gosto. Pedigree.

Este homem tem ar de quem come criancinhas ao pequeno-almoço


Vergonha! E ninguém faz nada!




Depois do saneamento de elementos discordantes na DREN, a purga prossegue agora no Plano da Matemática, com o "convite" de saída da Associação de Professores de Matemática, por dali terem vindo críticas "públicas" (o pecado é dizê-las em voz alta) às declarações da Ministra da Educação. A escandaleira continua e o país continua carneiro desta estranha forma de vida.

sexta-feira, junho 01, 2007

Francamente

A incompetência e lentidão dos serviços públicos atinge proporções monstruosas.
Cometi o erro de enviar um email para a Direcção-Geral de Cobrança de Impostos para me esclarecerem acerca de uma questão tão simples quanto a devolução de IVA após ter passado um Acto Isolado. Não minto: está disponibilizado no site do Ministério das Finanças um endereço de email, dscobranca@dgci.min-financas.pt. Aliás, estão lá muitos endereços de email.

Acontece que enviei o email no dia 26 de Abril e só me responderam hoje, ou seja, MAIS DE UM MÊS DEPOIS. Entretanto o assunto já foi resolvido e encontra-se morto e enterrado há muito, pois se eu dependesse daquela resposta estava bem tramada.

Mas apetece perguntar: para que servem as contas de email dos ministérios? Porque se dão sequer ao trabalho de responder se o fazem já fora do prazo? Saberão alguns funcionários públicos sequer trabalhar com um computador?

A forma como se trabalha nos ministérios (e de todas as vezes que tive que me deslocar a tais sítios já sabia que me esperava uma longa aventura) é provavelmente o caso mais extremo do mau serviço prestado pela função pública. No entanto, há outros casos sintomáticos, onde talvez menos se esperasse. Cada vez que entro na Loja do Cidadão, sei que há um problema com o sistema informático, pois é anunciado no altifalante. Sempre. É sagrado.

Isto é que é um verdadeiro "choque tecnológico".

Acho que me vou inscrever no 10º ano






Sócrates promete computadores portáteis quase de borla

quarta-feira, maio 30, 2007

A propósito dos cartazes "O Zé faz falta"

Quem é a Cucha Carvalheiro?
Não há coisa mais aborrecida do que os egos gigantes de alguns meus colegas de mestrado. A turma encontra-se dividida em jovens muito jovens (na sua maioria raparigas), por um lado, e alguns jornalistas e profissionais bem antigos e conceituados da praça, por outro. Entre estes últimos, é visível a forma como se procuram evidenciar perante o público feminino e tenro, digladiando-se uns aos outros, despejando a sua quantidade inacreditável de conhecimento acumulado sem ninguém lhes ter perguntado nada sobre o assunto.

São tão patéticos estes homens de meia-idade.

sábado, maio 26, 2007

My hero


Caco Antibes
Eu tenho horror a pobre!

domingo, maio 20, 2007

Vamos lá rapazes
















Adenda: 22 campeonatos nacionais, 13 taças de Portugal, 15 supertaças.
2 vezes campeão da Europa, 2 vezes campeão do mundo, 1 Taça UEFA, 1 Supertaça Europeia.

O FCP nem parece um produto de Portugal.

sexta-feira, maio 18, 2007

E, para acabar, o toque final...


... eu e as religiões. Voltando ao Moral Politics, descubro que com quem eu tenho mais a ver é com protestantes e judeus.
Faz sentido.



quinta-feira, maio 17, 2007

The Advocates





Segundo o The Advocates, sou uma libertária.

Isto reforça o que eu disse no post anterior.
A minha filosofia de vida é : não me chateiem!









LIBERTARIANS support maximum liberty in both personal and
economic matters. They advocate a much smaller government; one
that is limited to protecting individuals from coercion and violence.
Libertarians tend to embrace individual responsibility, oppose
government bureaucracy and taxes, promote private charity, tolerate
diverse lifestyles, support the free market, and defend civil liberties.

Politopia
















Teste da Politopia.

Habito terras do Noroeste.

NW - You would feel most at home in the Northwest region. You advocate a large degree of economic and personal freedom. Your neighbors include folks like Ayn Rand, Jesse Ventura, Milton Friedman, and Drew Carey, and may refer to themselves as "classical liberals," "libertarians," "market liberals," "old whigs," "objectivists," "propertarians," "agorists," or "anarcho-capitalist."

A minha interpretação disto tudo: gosto muito pouco que metam o nariz na minha vida.

Political Brew











Novo teste.

Your score is on a scale of 0 to 100, with 0 being fully liberal and 100 being fully conservative:

On Non-Fiscal Issues, you rank as a Moderate Liberal (35).
On Fiscal Issues, you rank as a Moderate Conservative (78).


Finalmente dão-me como liberal em questões "não-fiscais". Eu já estava a ficar algo inquieta.

sexta-feira, maio 11, 2007

Dia 11 de Maio

* MOMENTO PIROSO *


Uma flor para o meu amor

quinta-feira, maio 10, 2007

USA Weekend 1994

Vêm aí mais coisas giras! Este teste baseia-se na distinção clássica americana entre "liberal" e "conservative" (o conceito "liberal" na Europa está conotado com posições de direita). A escala "liberal -> conservative" vai de 0 a 40.

Eu tive 25, o que me põe do lado Republicano uma vez mais.
Agora a sério. Eu há uns anos não teria gostado nada desta brincadeira.

Aqui não há gráficos, mas há presidentes e figuras americanas.
O meu pelos vistos é o George Bush (pai)!

JesseJackson - 0 - 100% LIBERAL
TedKennedy - 5
HillaryClinton - 10
BillClinton - 15
ColinPowell - 20
GeorgeBush - 25
JackKemp - 30
BobDole - 35
RonaldReagan - 40 - 100% CONSERVATIVE

Moral Politics


A paragem obrigatória seguinte era o Moral Politics. Teste que se debruça mais sobre questões de costumes e fortemente identificado com a concepção política americana.

Apesar da minhas visões imorais acerca do casamento entre homossexuais e legalização do aborto, o Moral Politics classifica-me de conservadora e provável votante do Partido Republicano:
Your scored 1 on the Moral Order axis and -2 on the Moral Rules axis.
Mas há coisas que desiludem. O meu Presidente é o... Gerald Ford???! Provavelmente o mais irrelevante de todos os Presidentes da história americana!
The following items best match your score:
· System:
Conservatism
· Variation:
Moderate Conservatism
· Ideologies:
Capital Republicanism
· US Parties:
Republican Party, Democratic Party
· Presidents:
Gerald Ford (93.75%) 2004 Election Candidates: John Kerry (82.32%), George W. Bush (77.90%), Ralph Nader (66.34%)
E há mais. Estou praticamente só no mundo.
Apenas 0, 7 % dos que fizeram o teste tiveram o mesmo resultado que eu!
Statistics
Of the 312006 people who took the test:
· 0.7% had the same score as you.
· 55.4% were above you on the chart.
· 30.1% were below you on the chart.
· 23% were to your right on the chart. 71.1% were to your left on the chart.
As coisas que uma pessoa descobre em quizzes cibernéticos.





Political Compass

Logo a seguir fui a outro teste muito popular na Internet: o Political Compass.



Os resultados são consentâneos com o teste anterior. Ei-los.

Pensava eu que estaria mais para baixo no eixo "authoritarian - libertarian", mas afinal estou próxima da linha divisória.


Agora vem a parte querida.

Quem é a minha alma gémea ao nível dos grandes compositores clássicos?

Tchaikovsky, meus caros. Estou entre Tchaikovsky e Chopin. A nível de gostos, antes o primeiro que o segundo.
Wagner certamente já estava à espera deste resultado.







quarta-feira, maio 09, 2007

Ida ao consultório político

Parece que agora anda tudo doido a fazer o teste político da European Political Ideologies. Sempre tive em muito baixa conta os quizzes do género, sobretudo os de questões tais como "serei honesta?", "terei qualidades de liderança?", "seremos compatíveis no amor?", mesmo nos meus tempos de baixa puberdade em que lia a revista Ragazza.
Mas os testes de orientação política são divertidos, sobretudo quando apresentam gráficos e nos permitem a comparação com celebridades, figuras históricas e religiões. Infelizmente esse não é o caso da European Political Ideologies, mas este é um começo interessante. A partir daqui, fui à cata de todos os questionários de ideologia que encontrei na net, para comparar os resultados. Ele há coisas hilariantes.

Quando fazemos o teste da European Political Ideologies, há 12 resultados possíveis já predefinidos e é-nos pedida uma previsão. Eu disse sem grande convicção que o meu resultado seria "social liberal".

Os resultados do meu teste são um poucochito dúbios no topo, mas genericamente fiéis na composição geral. Eis o meu ranking:

# 1 - You are an anarcho-capitalist. Anarcho-capitalists take the Jeffersonian belief that "that government is best which governs least", and extend it - "that government is best which governs not at all". The theory of anarcho-capitalism is that the market can replace the state as a regulator of individual behaviour (resulting in private courts, private policing etc.).

# 2 - You are a market liberal. You adhere to the traditional liberal belief in freedom, and take this to mean negative rather than positive freedom - i.e. a slimmed-down state is the best guarantor of freedom. You will therefore support a laissez-faire economic policy, and you will be reasonably tolerant on the social front - though less emphatically so than social liberals.

# 3 - You are a libertarian conservative. You hold that the free market is the best way of organising economic activity, but you combine this with adherence to more traditional social values of authority and duty.

# 4 - You are a social liberal. Like all liberals, you believe in individual freedom as a central objective - but you believe that lack of economic opportunity, education, healthcare etc. can be just as damaging to liberty as can an oppressive state. As a result, social liberals are generally the most outspoken defenders of human rights and civil liberties, and combine this with support for a mixed economy, with an enabling state providing public services to ensure that people's social rights as well as their civil liberties are upheld.

# 5 - You are a Christian democrat - or, in the UK, a "One Nation conservative"; in other words, although you share the usual conservative belief in stability and duty, you believe that such duties include a responsibility on the part of the better-off to help those who are less fortunate. You will be socially conservative, but in favour of a mixed economy where the state does have a role in providing public services. Christian democracy arose after World War II, succeeding more doctrinaire Catholic parties dating from the 1870s.

# 6 - You adhere to the Third Way. The Third Way is a fairly nebulous concept, but it rests on the idea of combining economic efficiency - i.e. a market economy with some intervention - with social responsibility. The focus is emphatically on the community as a whole, and not necessarily equality per se. Adherents of the Third Way range from moderate to conservative in their social views, and have recently been willing to take a "tough" line on a range of social issues.

# 7 - You are a social democrat. Like other socialists, you believe in a more economically equal society - but you have jettisoned any belief in the idea of the planned economy. You believe in a mixed economy, where the state provides certain key services and where the productivity of the market is harnessed for the good of society as a whole. Many social democrats are hard to distinguish from social liberals, and they share a tolerant social outlook.

# 8 - You are an ecologist or green. You believe that the single greatest challenge of our time is the threat to our natural environment, and you feel that radical action must be taken to protect it - whether in the enlightened self-interest of humanity (in the tradition of 'shallow ecologism') or, more radically, from the perspective of the ecosystem as a whole, without treating humans as the central species (deep ecologism).

# 9 - You are an anarcho-communist, aiming for a society without the state, based on small, decentralised groups living communally.

# 10 - You are a fascist. You combine a strong belief in the nation with authoritarian social values, and a willingness to impose your views upon others. You strongly oppose immigration, and are willing to take radical action to combat it.

# 11 - You are a classical socialist, believing in equality of outcome as a principle. This might mean greater equality (e.g. Old Labour), or as close to absolute equality as possible. However, you will believe in an extensive public sector, covering not just public services (transport, healthcare etc.) but probably also the 'commanding heights' of industry (e.g. iron and steel). Your views on personal morality will be reasonably tolerant, in general, but there is considerable variation within this political group.

# 12 - You are a communist. You believe, at least in theory, in absolute equality of income - and you oppose the whole capitalist system per se. You want to abolish the market economy and replace it with one in which the workers (usually meaning the state) control the building blocks of the economy. Your views on personal morality will vary; traditional communists tended to be more authoritarian, while modern "eurocommunists" tend to take a liberal line.

Macacos me mordam.
"Anarco-capitalista"? Não, pá!
A minha previsão de "social liberal" só aparece em quarto. Coisa curiosa é que antes de ser comunista (o último da lista), eu seria fascista. E blairista a meio da tabela.

terça-feira, maio 08, 2007

quinta-feira, maio 03, 2007

sexta-feira, abril 27, 2007

Adolescência

Tive uma grande grande amiga de infância, com quem partilhei inúmeras aventuras engraçadas e memoráveis, que deixei de ver ao longo dos últimos anos .

Seguimos caminhos diferentes. Ela juntou-se a um grupo de jovens anarquistas anti-globalização, estilo de vida que a mim desde sempre causou grande espécie, inicialmente não tanto por motivos de ordem político-ideológica, mas porque sou uma criatura impregnada de bons hábitos burgueses e metiam-me impressão algumas práticas deles.

Gosto de higiene e de andar com o cabelo limpinho. Gosto de uma boa conversa civilizada. Gosto de ouvir música pop americana para além de outros estilos mais eruditos. Adoro comer carne. Gosto da comida de plástico MacDonalds apesar de não ser recomendável para a figura. Não gosto nada de ganzas nem de quem anda sempre ganzado. Gosto dos horários rotineiros, do quotidiano e do lazer depois do dever. Detesto acampar ou dormir ao relento. Gosto de poder esbanjar dinheiro ao meu gosto. Aprecio a existência de regras. Valorizo o conceito de respeito a uma autoridade legítima e, acima de tudo, gosto de estar no recato do lar e em família. Aquela gente não gosta de nada disso.

A partir de determinada altura, estar com ela passou a ser um martírio, pois tinha sempre que levar com a matilha mal-cheirosa em cima, e não lhe queria dizer os porquês do meu desconforto, pois ela não compreenderia. Uma vez, um camarada dela, com os dentes da frente literalmente todos podres, deu-me uma aula autêntica sobre a crítica de Marx, a mais genial cabeça humana, à sociedade capitalista. Por diversas vezes, entrei na casa "okupada" de Setúbal, para ver o que andavam por lá a fazer. Sempre os achei feios, porcos e maus, apesar de eles se acharem bonzinhos. Naturalmente, deixámos de fazer parte da vida uma da outra.

Voltei a vê-la na televisão há dois dias atrás, com as imagens da manifestação "contra o fascismo e o capitalismo" no Chiado. Não sei porquê, mas estas manifs acabam sempre em pancada. Ou melhor, sei: a ideia que comanda a vida dos okupados é a de levarem pancada e depois berrarem que levaram pancada. Eles querem apanhar da polícia, eles gostam de levar com os bastões em cima. É isso que eles querem. Percebi isso quando vi a minha amiga a sorrir triunfante e com os braços levantados em sinal de vitória, passando por um polícia.

Estas pessoas não crescem? Há coisas que tornam impossível a sobrevivência de uma grande amizade.


quarta-feira, abril 25, 2007

terça-feira, abril 17, 2007

Não se percebe



Nos EUA, põem-se as armas nas mãos dos cidadãos. Depois acontecem catástrofes.

sexta-feira, abril 13, 2007

Ganda festarola

As fotos da festa de lançamento do Pisa-Papéis 2007/2008, no Cabaret Maxime, na passada noite de 28 de Março, já estão disponíveis!

Aguarda-se agora nova referência do Professor Marcelo, nas suas sugestões livreiras dominicais, ao melhor dos roteiros das artes performativas.

sexta-feira, abril 06, 2007

Só agora é que eu me lembrei disto

Este blogue cheio de asneiras fez um ano de vida, tipo p'raí o mês passado, e eu nem reparei. Foi por isso que não houve por toda a blogosfera lusa aquele movimento típico de parabenizações (eu sempre quis usar esta palavra). Tivesse eu previamente anunciado a data, por certo os mais visíveis blogues da praça diriam "A Asneirada faz um ano. Parabéns por alguns dos textos mais incisivos e acutilantes da blogosfera portuguesa", com link a remeter.
.... NOT!

O meu esquecimento tem muito provavelmente que ver com o facto de eu não gostar de ler o que escrevo. Na verdade, tudo o que está para trás deste post, se eu fosse rever, suscitaria em mim uma reacção algo horrorizada próxima do "isto não é meu!". Honestamente, já nem do nome do blogue eu gosto. Remodelei graficamente o estabelecimento*, à semelhança do que se verifica na imprensa escrita, para sentir que acompanho as tendências. Mas acho que agora preferia o modelo visual que tinha antes. A minha relação com este blogue tornou-se um daqueles casamentos assumidos por causa de uma gravidez não planeada. Lá vou estando aqui, a espaços, presa a isto, a perguntar-me porque comecei, sempre à procura de conseguir mudar a outra parte. Não está em causa o ADN ideológico desta coisa: A Asneirada é um blogue anti-tuga, anti-benfiquista (o segundo é decorrência natural do primeiro), anti-islâmico, moderadamente pró-israelita, extremamente pró-judaico (seja lá o que isso for), absolutamente pró-ocidental, irracionalmente romântico, essencialmente seinfeldiano - ou seja, sobre nada e por nada. Porque se cria um blogue nos dias de hoje? Por nada. Porque gostamos de nós próprios. Porque ter um blogue é como enviar um sms.

O que me incomoda é que, quando não tenho tempo suficiente para me dedicar às coisas, a minha falta de engenho e arte entra pelos olhos a dentro. Por isso, este blogue, apesar das boas intenções, é somente uma coisinha qualquer.

* para os amigos da casa interessados em saber para onde foram os links, eles estão lá em baixo de tudo. Não sei porque é que foram parar ali.

quinta-feira, abril 05, 2007

Brilhante


Os Gatos fazem mais que os políticos todos juntos. Mas já temo por eles, que vão receber ameaças de morte em catadupa.

sexta-feira, março 30, 2007

Transfiguração


O amor entranha-se e alastra em mim de uma forma poderosa. Não conheço quem ame assim, de forma tão visceral, como eu. Claro que muitos pensarão desta maneira deles próprios. Mas eu, eu, eu amo como ninguém.

segunda-feira, março 26, 2007

Ressaca

Salazar venceu e Cunhal veio em segundo.
Estes factos, por acaso, até me dão alguma paz de espírito, pois isto quer dizer que não me devo sentir de consciência pesada por gostar de achincalhar as pessoas do Portugalinho neste blogue.

sábado, março 24, 2007

Experiência radical

Na última sexta-feira, por mera solidariedade profissional, e porque às vezes tenho dificuldade em arranjar uma desculpa esfarrapada para me conseguir escapar a programas em que eu não quero ser incluída, fui ver um espectáculo de revista. Sim, revista, aquela espécie de teatro de “gosto marcadamente popular” (Wikipedia), uma sucessão de sketches em palco que combinam momentos musicais de pessoas em roupas de gosto duvidoso (a primeira cena abriu com meninas em maiô) e momentos de suposta comédia em tom de gritaria estapafúrdia. Localização: uma academia recreativa num bairro tradicional de Lisboa. Horário: das 21h 50 à 1h da manhã – três horas daquilo mata qualquer um.
Pois cedo me apercebi do cenário de horror à volta. Povão, daquele povão realmente muito povil, vestido para ir à ópera. Dentro da sala, esperava-se o início do espectáculo ao som de música de carrinhos de choque. Percebi que a noite ia ser muito longa...
No fim da terapia de choque, foi-me permitido chegar a algumas conclusões desta autêntica visita de estudo. Há três coisas simples, muito simples, que bastam para pôr o povão a rir como se não houvesse amanhã: homens vestidos de mulheres, trocadilhos que sugiram alguma parte pudibunda do corpo humano e uma estalada aqui e ali – tudo repetido e repetido e repetido e repetido até à exaustão. Não falha. No fundo, os Malucos do Riso em versão ordinária extrema. O momento alto da noite foi ouvir os "BRAVÔ!" das senhoras na fila atrás da nossa. É disto que o povo gosta.

Mas feitas as contas não me posso queixar. Afinal, ri-me à brava daquela plateia durante toda a noite.

quinta-feira, março 22, 2007

Entretenimento do melhor

Valentim Loureiro, em directo, a esta mesma hora, na Judite de Sousa:

"Conheço vagamente a Dona Carolina Salgado, como companheira do senhor Pinto da Costa... Sempre foi uma senhora simpática... Até considerou ter três desígnios na vida: conhecer Sua Santidade o Papa, o senhor Pinto da Costa e a mim próprio"

OS ANIMAIS ENTRE NÓS



Juíza alemã cita o Corão para rejeitar divórcio de mulher espancada






Já vai nesta autêntica vergonha, a paulatina conquista da Europa por parte dessa religião pacífica e milenarmente martirizada pelo Ocidente, o Islão. Há já quem considere que a lei islâmica se pode sobrepôr às leis do Estado de direito. Tempos virão em que deixaremos de condenar o terrorismo, pois então se a jihad está prevista no Corão, só nos restará, obviamente, respeitar.

quinta-feira, março 15, 2007

Mais coisas que descobri há dias



Londres, por sua vez, parece ter o triplo dos muçulmanos que tinha há dez anos atrás. E o mais surpreendente é ver inúmeros letreiros em inglês e árabe, mesmo fora do "bairro" islâmico. E a quantidade de mulheres tapadas da cabeça aos pés só com os olhos a verem a luz do dia? "Culturas"...

Apesar disso (e por enquanto), Londres é aquela cidade.

Aliás, aquilo sim, é um país.

Coisas que descobri há dias




A definição oficial de tortura para mim tornou-se andar de avião. A viagem traduz-se numa angústia que chega à dor física.

E queriam as hospedeiras levar-me ao cockpit (doidas).







quarta-feira, março 14, 2007

Não há pachorra

Será apenas de mim ou é intragável a exploração até à náusea destes "casos" com nomes de criança ("Caso Esmeralda", "Caso da menina do hospital de Penafiel", mais o raio que o parta...)? Já me dá a volta ao estômago, cada vez que abre um telejornal, ter que levar com mais pormenores de última hora acerca da história sórdida da mulher queria prender o seu companheiro simulando uma gravidez falsa e raptando um recém-nascido do hospital. Como é possível que histórias destas ocupem os nossos noticiários dias a fio?

Honestamente, NÃO HÁ PACHORRA para este povão NEM HÁ PACHORRA para estes media. Há dois dias atrás, a capa do Público era quase inteiramente ocupada com uma foto das vizinhas da mãe biológica em poses de peixeirada (e o aspecto medonho dos protagonistas destas histórias? Os buços, os cabelos desalinhados, os dentes estragados, os "prontos" e os "c'a gente", e tudo e tudo e tudo?)

Quem permitiu o assalto desta gente ao nosso espaço público?

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Obrigada


Do fundo do coração, obrigada por teres vindo ao mundo, Norah.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Salazar

O facto de Salazar ter surgido nos lugares da frente da corrida ao estatuto de melhor portugues de todos os tempos tem causado celeuma e grandes debates sobre os sentimentos da Nação. Mas a verdade é que não há explicação transcendente nenhuma para isto. O bondoso cavalheiro de Santa Comba tem alguns adeptos para além do grandessíssimo liberal André Azevedo Alves. É só ver o montalhão impressionante de blogues e sites da "causa nacionalista", de inspiração nazi-fascista, que apelam ao voto em massa no bondoso senhor e cujos autores gastaram provavelmente rios de dinheiro telefonando para o número de voto.

A modos que isto parece aquela vez no Big Brother em que a pobre Joana foi votada para sair porque os amigos do concorrente Lourenço, muito pouco popular na altura, "votaram" telefonicamente na ordem dos milhares de contos para o manter dentro da casa.

Para perceber certas coisas desta vida há que estar atento à cultura popular e ao mundo dos reality shows.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Constatação

São tempos alucinantes estes.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Sismo de 6 na escala de Richter

Foi a primeira vez que senti a terra a tremer debaixo dos pés.
A cadeira, o computador, a secretária, abanou tudo.

E, por fim, a idiotice veio ao de cima

Votei Sim porque entendo que o aborto é um mal que tem que ser, primeiro que tudo, conhecido e controlado, de forma a poder ser reduzido. Podemos achar que a lei ainda actual já prevê os casos excepcionais em que o aborto deve ser feito (continuo a achar incongruente a posição de quem concorda com esta lei, que prevê certo tipo de aborto, e brada pelo "direito inviolável à vida"); no entanto a presente realidade, de milhares de abortos por ano feitos não sabemos bem como (é a realidade da clandestinidade, do diz que fez, do "conheço uma pessoa que...") ultrapassa de forma gritante as "excepções" consideradas. Não vislumbro como é que votar Não seja a forma mais eficaz de atacar o problema. Estar à espera que a situação seja resolvida somente pelo planeamento familiar e pela educação sexual, sinceramente parece-me manifestamente insuficiente. Até porque há daquelas coisas engraçadas: quanto à educação sexual, tanto os do Sim como os do Não afirmaram a sua urgência, mas basta ver as reacções que se erguem cada vez que se fala na possibilidade de haver a dita cuja nas escolas. A hipocrisia não está só, como dizem, em votar Não e ir a Badajoz em caso de "complicação"...

Dito isto, não escondo a minha apreensão pelo que ainda vem por aí.
Que lei vai sair do resultado do referendo e quando, como vai ser a integração no SNS (que é o mesmo que dizer em clínicas privadas), que tipo de combate e perseguição vai haver às redes clandestinas, e os tão propalados planeamentos familiares e educações sexuais. A realidade não muda com uma simples alteração de lei, mas acredito que pode ser um impulso positivo para começar a trabalhar.

Apesar de ter votado Sim (desta vez, sem certezas), estive muito atenta ao argumentário do Não nesta campanha. Acho que não há muito que me distancie de uma certa forma de pensar de muitos defensores do Não, existe sobretudo um entendimento diferente quanto à forma prática de tentar tentar resolver o problema.
Li com maior prazer o Blogue do Não do que o Blogue do Sim.

Acho, por isso, lastimável que a verdadeira natureza de alguns "nãozistas" venha agora ao de cima. A Mafalda e o André Azevedo Alves devem com certeza, como "defensores da vida" que são, regozijar-se com a cultura da "vida" das 300 mil e tal "mortes" já praticadas sob a presente lei.

domingo, fevereiro 11, 2007

O clima, uma vez mais


Acabo de regressar de mesas de voto às moscas.

Ainda sem saber os resultados exactos da abstenção no referendo deste ano, não deixo contudo de sentir neste momento uma raiva muito grande pelas pessoas deste país. Não percebo qual é o problema dos portugueses. Sei que são tacanhos, medrosos, amorfos, provincianos, broncos, cobardes, invejosos, conformistas, pobres de espírito, ignorantes, eu sei que são isso tudo. Num país deste calibre, não me surpreendem os níveis de abstenção obscenos em eleições para o Parlamento Europeu (que é isso?). Pronto, até aí nada de novo.

Mas quanto ao aborto, que diz respeito a valores e emoções centrais, que não raras vezes desperta o que há de de mais primário nas pessoas, que as põe a chamar "assassinas" e "medievais" umas às outras (reacções típicas no fenómeno do futebol, que atrai definitivamente este povo), que diz directamente respeito a milhares de mulheres e seus mais chegados, eu não consigo perceber.
Quanto ao aborto, depois da vergonha que foi a ausência das urnas há 9 anos, depois de campanhas bem mais mobilizadoras, com multiplicação de movimentos cívicos, e com a certeza na cabeça de todos de que este é um problema que tem que ser resolvido, escapam-me os porquês deste comportamento.
Havia a praia em 1998, agora há chuva em 2007.
Não dá. Por mais que tentemos, é impossível fazer dos portugueses uma espécie civilizada e merecedora da democracia.

domingo, fevereiro 04, 2007

Porque é que "Imagine Me & You" é, apesar do argumento chapado das milhentas comédias românticas existentes, um bom filme


- porque não parece uma coisa "LGBT" - precisamente porque a história é igual a todas as outras. Não há dramas existenciais nem divagações sociológicas, não há gente com traumas, não há comportamentos psicóticos. É simples, breve, leve e agradável.

- porque detesto o L-Word (desde que isto passa na 2:, tenho suores frios só de pensar que a minha mãe pode estar a fazer zapping àquela hora), com aquele mulherio todo fechado no seu gueto.

- porque as personagens são bonitas, enxutas, com ar saudável, sem olheiras da noite nem pele manchada pelos dois maços de cigarros fumados por dia, sem o cinismo amargo da vida cruel em cima dos ombros.

- porque o filme termina sem que nenhuma delas se converta à heterossexualidade, entre em troca de casais ou em orgias desenfreadas, ou corte os pulsos no final, como é hábito.

Enfim. É precisamente por ser familiar que eu gostei do filme.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Aborto - irritações III

D. José Policarpo: "educação sexual é necessária mas deve apontar para a castidade"

Outra vez? Padres a falar de sexualidade?
Mas que raio de atracção pelo desconhecido!
Pela nossa saúde, proíbam-nos!
A sério!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Uma pessoa está sempre a aprender

Levei um raspanete de um colega de mestrado há uma semana atrás.
Ficou indignado porque viu a revista ATLÂNTICO a espreitar fora da minha mochila e disse que eu andava a ler porcarias. Gostei do ar sapiente e de quem anda nisto há muitos anos com que usou o tom jocoso perante a minha juvenil tentativa de afirmação intelectual (eu sei que ele estava a tentar impressionar-me).
Anteontem, lá vinha ele com a revista americana THE ATLANTIC, edição de Janeiro/Fevereiro de 2007, esta sim, the real deal, prontinha para eu a levar para casa.

domingo, janeiro 28, 2007

sábado, janeiro 27, 2007

Grandes citações (ou isto sim é uma self-made-woman)


"Quando as pessoas falam de mim, dizem "Paris", só "Paris", não "Paris Hilton". Ganhei a pulso o privilégio de ser conhecida unicamente pelo meu nome. E foi um trabalho muito duro".

in El Mundo

Acho isto bizarro



O software do meu telemóvel novo é preguiçoso.

Quando tem a carga completa, apresenta-se como "TOTALM. CARREG."

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Já fico mais ou menos aliviada

Por o Luís Figo, o Pinto da Costa, o Cristiano Ronaldo e o Eusébio não aparecem no top ten d' "Os Grandes Portugueses". É caso para dizer UFF!!
Ainda assim, vinham quase todos à frente do Fernão de Magalhães.

Já o José Sócrates também estava bem colocado entre os melhores de sempre.
O povo português só pode ser imbecil - para quê tanta contestação nas ruas então?

Com tanta gente de inquestionável valor entre os 100 nomeados (Hélio Pestana, Maria do Carmo Seabra - nem é preciso mais nada, apenas ler o "currículo" dela no site do programa -, Otelo Saraiva de Carvalho, Catarina Eufémia, perdoem-me se falta alguém, temo estar a ser injusta!), eu percebo que tenha sido difícil arranjar um cantinho para a Carolina Salgado - mas que ela merecia, ah isso merecia.

terça-feira, janeiro 16, 2007

A canção da minha vida

domingo, janeiro 14, 2007

O aborto - irritações II

Acabou de ser divulgado mais um estudo académico estrangeiro sobre os efeitos do aborto (todos os dias, lá vem um estudo. Muito se estuda sobre o caso, o que é facto é que certezas continua a não haver).
Este estudo, apresentado pelos adeptos do “não”, diz que o aborto aumenta as probabilidades de uma mulher vir a ficar depressiva. É estranha a forma como os do “não” se desviam constantemente do que eles próprios consideram ser fulcral em toda a questão (se o feto constitui ou não um “ser humano”), à cata de tudo o que possa servir.Se formos lá por causa das depressões, deveríamos fazer campanhas anti-gravidez, para que as mulheres não corressem o risco de terem uma depressão pós-parto.

O aborto - irritações

Os adeptos do “sim” dizem muitas vezes que as campanhas do “não” são vergonhosas, pois mostram sempre muitas imagens de fetos abortados, que estes pretendem nada mais que chocar. O argumento deles é "chocar"! (suprema indignação). Mas aí é que está a questão. Se os do “sim” se sentem chocados, é porque do lado do “não” deve vir alguma razão. Se acham chocante a imagem de um feto abortado, é porque o aborto é, realmente, algo de muito mau, tão mau que torna vergonhosas - essas sim - algumas campanhas do "sim", que de forma triunfante querem fazer do aborto um "direito adquirido".

A falta de vergonha não tem limites


Fiquei a saber porque razão as minhas manhãs se complicam cada vez que os funcionários da Metro decidem fazer greve. Não só as minhas manhãs mas a própria economia do país, já que os portugueses, por norma, começam a trabalhar a meio da manhã; com as greves do metro, o dia só começa realmente quando já vai a meio.

A razão pela qual eu, mais uns largos milhares de pessoas, agora praticamente dia sim dia não, são sujeitos a um verdadeiro inferno antes de chegar ao trabalho é indecorosa, a roçar o pornográfico.

Os funcionários do Metro (gente com emprego para a vida, coisa que eu e a maioria dos da minha geração nunca saberão o que é) “manifestam-se” contra a revisão do contrato de empresa que, entre outras miudezas, pretende a redução dos 36 e meio dias de férias por ano actuais para os 28 dias e meio!! Que se lixe, literalmente, o resto da população que lhes paga o ordenado...

Se isto não é escabroso, eu vou ali e já venho.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Apontamentos

Passei o Reveillon de 2007 (habitualmente, período de regabofe) em família, o que já não acontecia há largos anos.
Deslocámo-nos até às profundezas do Portugal profundo, a uma povoação ali para os lados da Beira Alta, perto de Viseu, no concelho de Mangualde (já quase em cima da Serra da Estrela), mais concretamente na freguesia de Abrunhosa a Velha: Vilamendo de Tavares. Acreditem, fica mesmo no meio do nada, um nada esplendoroso. Foi, ali, possível juntar família do meu pai e da minha mãe.

Desta passagem de ano, ficaram-me duas certezas absolutas: quero ter uma família grande e quero ter uma casa no campo.

Primeiras resoluções para 2007

Parar de dizer mal das pessoas (ou, pelo menos, moderar a dose). Ser mais boazita.
Tentar disfarçar a minha reacção snob-afectada cada vez que algumas pessoas abrem a boca.
Tentar não revirar os olhos cada vez que as pessoas falam por diminutivos (é que fico logo mal dispostinha).
Parar de vilipendiar as pessoas de Portugal e passar mais tempo ler a História do país que foi.
Gostar mais de pessoas.

E também lembrar-me que já paguei as propinas do mestrado e que agora as pessoas que nos dão aulas querem que entreguemos trabalhos (papers, para ser mais precisa).

É este o problema das resoluções de ano novo.
São pouco exequíveis.

sábado, dezembro 30, 2006

Next Year Baby














Next year
Things are gonna change
Gonna drink less beer and start all over again
Gonna read more books, gonna keep up with the news
Gonna learn how to cook, spend less money on shoes
I’ll pay my bills on time and file my mail away, everyday
Only drink the finest wine and call my Gran every Sunday
Resolutions, baby they come and go
Will I do any of these things?
The answer's probably no
But if there’s one thing I must do, despite my greatest fears
I’m gonna say to you how I felt all of these years
Next Year
Next Year

Jamie Cullum

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Tu, que entraste para Cirurgia Vascular

Acho que esta é a oportunidade certa para eu mostrar toda a minha maturidade e racionalidade, e formalmente declarar-me...

COMPLETAMENTE DOIDA DE ORGULHO!!

(beijo*)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Estranho país

"Não passa um mês sem uma candidatura portuguesa ao livro das bizarrias (Guiness): se não é a feijoada mais comprida em cima de uma ponte, é a do maior clube do mundo que não chega aos oitavos da Liga dos Campeões"

Ferreira Fernandes, Correio da Manhã 3 Dez 2006

quarta-feira, novembro 29, 2006

Reclamação sobre as palavras-cruzadas do Público

Só gostava que me dissessem como é que alguém deste mundo é capaz de decifrar "Planta oleaginosa originária de Timor" ou "Fenol que se extrai da essência do tomilho e é empregado como anti-séptico e anti-helmíntico" ...

quinta-feira, novembro 23, 2006

She


O jornalista que fez a entrevista à Paula Teixeira da Cruz do Público de hoje errou no mais importante. Destacou em título uma declaração banal e algo previsível, quando o mais sintomático está escondido algures no meio do texto: "O PSD não é um partido de direita". Se nos parece que o PS governa à direita, não nos supreendamos se nos próximos anos houver maior confusão ainda quanto à questão ideológica na política dos nossos dias.

Acho muita piada à Paula Teixeira da Cruz. E ainda que ela se farte de dizer que não quer cargos políticos nem está interessada em subir a escadaria do poder, eu acredito e espero que ela chegue um dia ao topo governativo no nosso país.

Seja como for, não deixem de decorar este nome.

domingo, novembro 19, 2006

Choldra ignóbil

Hoje o Jornal da SIC dedicou a abertura e e a totalidade dos primeiros dez minutos à tragédia sem precedentes para o país que foi a derrota do Benfica e às palavras duras do presidente para com os jogadores, que por certo vão ficar traumatizados e ter pesadelos nas próximas noites.

sexta-feira, novembro 17, 2006

quarta-feira, novembro 15, 2006

O meu horóscopo de hoje, no Metro, previsão de Andreia Gaita

Hoje vai encontrar uma moeda da sorte no passeio. A seguir vai pensar: "bolas, é só um cêntimo, que raio de sorte é essa?"

terça-feira, novembro 14, 2006

segunda-feira, novembro 13, 2006

A ignorância

O meu ritmo cardíaco está acima das cento e quarenta batidas por minuto desde o último mês de Janeiro. Ainda não parei para descansar, acho que ainda não dormi (mas tenho medo que seja tudo um sonho). Tenho um nó na barriga que não desata. E transpiro subitamente em determinadas alturas, tanto que parece que fico sem músculo e que me falham as pernas. E acontece também dizer coisas parvas por vezes, especialmente quando acho que tudo tem que ser perfeito. E há mais motivos de estupefacção: a ânsia por te ver, como se fosse sempre a primeira vez. Não interessa para o caso que te conheça já de olhos fechados: os momentos que antecedem o nosso reencontro são sobretudo inquietação. Torno-me impulsiva e não penso duas vezes: acho-me capaz de largar tudo o que faço no momento só para ir segurar a tua mão. E há uma dúvida que me intriga desde o início de tudo: não sei se sou assim por natureza, se és tu que me pões desta maneira. Não sei se esta é a minha maneira de gostar ou se é a consciência de ter nas mãos o maior amor de sempre. Não sei se sou protagonista espontânea ou se parte de algo infinitamente superior a mim.
Não sei o que é.
Não sei.

sábado, novembro 11, 2006

Pensamento

Não seria engraçado ver a foto de Hillary Clinton, Angela Merkel e Ségolène Royal numa cimeira daqui a dois anos?

2008: qual deles?

Al Gore, 58
Partido Democrata




Rudolph Giuliani, 62
Partido Republicano




2008: qual deles?


Condoleeza Rice, 52
Partido Republicano



Barack Obama, 45
Partido Democrata

2008: qual deles?

John McCain, 70
Partido Republicano





Hillary Clinton, 59
Partido Democrata

sexta-feira, novembro 10, 2006

Democracy

A primeira mulher speaker na Câmara dos Representantes, o primeiro muçulmano no Congresso, um órgão legislativo verdadeiramente oposto ao poder executivo (ao contrário da democracia europeia, em que o primeiro é quase uma emanação do segundo), uma afluência absolutamente fenomenal dos eleitores às urnas. É a democracia americana.

quarta-feira, novembro 08, 2006

O meu horóscopo de hoje, no Metro, previsão de Andreia Gaita

Não olhe para nenhuma montra hoje, ver todas aquelas coisas que não pode comprar faz-lhe mal.

domingo, novembro 05, 2006

Forca



Sou contra a pena de morte.

sábado, novembro 04, 2006

Dia 3

Tudo o que eu quero na vida é amor e uma cabana (fashion).

sexta-feira, novembro 03, 2006

Começou a discussão do aborto

Ó, deixa-me perplexa a tua argumentação relativamente ao referendo do aborto. O teu discurso é pródigo em considerações moralistas e acusatórias, dizes que o aborto é atropelar uma vida, que não se pode ceifar uma vida, que abortar é matar (presumo que o faças equivaler a matar um ser nascido), mas depois afirmas concordar com a actual lei. Ou seja, concordas que no caso de mal-formação do feto, não há ali vida. Aí já se pode permitir ceifar um ser humano. Claro, que chatice, ter um filho deficiente, prefiro ter um perfeitinho, bendita liberdade de escolha...
E crianças fruto de violações? Sim, essas também podem ser abortadas, pois foram concebidas em pecado e não foram planeadas nem desejadas (quantas não o são?...). “É triste”, mas concordas. Porquê, santo Deus?

Ou és contra o aborto, todo o aborto, ponto final, ou és a favor da escolha consciente e individualizada. Não consigo encontrar justificação para essas excepções, se atender à forma como dizes conceber o acto de abortar.

Concordo contigo numa coisa: para quê a porcaria do referendo? Há duas razões para se fazer um referendo sobre o aborto. Uma já a indicaste, é o desiderato governamental de nos dar qualquer coisa picante para nos entretermos enquanto nos cortam tudo e mais alguma coisa. A segunda é a cobardia, a falta de tomates para decidir no Parlamento tudo o que tenha a ver com as questões ditas fracturantes.

O meu horóscopo de hoje, no Metro, previsão de Andreia Gaita


Hoje não mexa em vídeos. Só se vai irritar.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Manifesto

Detesto chuva.
Detesto chuva.
Detesto chuva.
Detesto chuva.
Detesto chuva.
Detesto chuva.
Detesto chuva.
Detesto chuva.
Detesto chuva.
24 anos, velha carcaça.